Há Lisboa e o resto é paisagem
É voz corrente que se o golpe de
Estado do 25 de Abril tivesse sido um ano depois – portanto em 1975 – já teriam
sido iniciadas as obras de um novo aeroporto em Rio Frio.
Claro que a grande maioria dos portugueses
disso não sabe. Não sabemos. Mas temos a certeza de que nestes 49 anos da
Terceira República muitos estudos de aeroportos foram apresentados a diversos
governos. Estudos e projectos interessantíssimos para quem os vendeu e a alguns
que os encomendaram. Porém, os portugueses só sabem que o aeroporto de Lisboa
funciona mal e que o desespero é grande para quem tem que o utilizar nestas
condições.
Mas há um aeroporto mal
aproveitado em Beja que poderia ser rentabilizado com estrada e caminho de
ferro Lisboa/Beja; Beja/Sines; Beja/Faro.
Uma aflição por se demorar algum
tempo Beja/Lisboa. Personalidades muito importantes e com tanto que fazer não
podem demorar mais do que 30 minutos a chegar de qualquer aeroporto a Lisboa.
Se os voos directos para Lisboa
forem mais caros, os apressados teriam essa possibilidade de lá chegarem e com
menos espera no embarque /desembarque, porque a maioria dos aviões teriam como destino
Beja.
Por outro lado, os portugueses
ficariam com a certeza de que as suas contribuições não seriam malgastas em obras
de aeroportos desnecessários.
Manuel Peralta Godinho e Cunha
Abril de 2023

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